sexta-feira, 14 de junho de 2024

Economia

 



Jornal Informativo de Inhambane


O sector empresarial do Estado está a enfrentar ineficiências económicas e financeiras, isto é, muitas empresas têm as contas débeis. A mais recente análise da saúde financeira do sector revela que tal situação se deve a um paradoxo causado pela sua natureza dualista, que divide as empresas entre provisão social e maximização do lucro num mercado concorrencial, facto que é agravado por uma “pressão” e “interferência do Governo”.


Apesar da saúde económico-financeira moderada, o sector empresarial do Estado (SEE) enfrenta grandes desafios que deverão merecer mais atenção por parte do Estado. Muitas empresas têm as contas no vermelho, sobretudo as empresas classificadas como estratégico-sociais.


São algumas das constatações feitas pela Análise da Saúde Financeira do Sector Empresarial do Estado, 2020-2022, documento lançado há dias pelo Ministério da Economia e Finanças.


“Os desafios retromencionados incluem baixo nível de investimentos, fracos retornos de capital investido, diluição das participações sociais, exiguidade de recursos financeiros e elevado endividamento.”


A avaliação explica que algumas empresas têm uma missão dupla de atender tanto aos objectivos sociais quanto aos objectivos económicos, e esta dualidade traduz-se num paradoxo entre a provisão social e a maximização do lucro num mercado concorrencial.


“Isso pode criar desafios na alocação de recursos e na tomada de decisões, especialmente quando os objectivos sociais entram em conflito com a busca de lucro ou eficiência económica”, escreve.


A avaliação foi mais longe ao mencionar que o próprio Governo pressiona as empresas, e tal interferência dificulta a implementação de boas práticas de gestão.


“Estas empresas, muitas vezes, enfrentam pressões para alinhar as suas decisões e operações com as agendas e prioridades dos governos que as supervisionam. Isso pode resultar em interferência indevida nas operações da empresa e dificultar a implementação de práticas de gestão eficazes e independentes”, avança a análise.


Nesta senda, o avaliador entende ser necessária a mudança de critérios de financiamento a favor destas empresas por parte do Estado, pelo que o Ministério da Economia e Finanças sugere, por exemplo, quer que seja feita uma avaliação da posição estratégica de cada uma das empresas na economia e a análise de risco financeiro.


“Para as empresas que apresentam saúde económico-financeira débil e que desempenham um papel dual no país, é fundamental a intervenção do Estado na monitoria, com vista ao fortalecimento das finanças públicas, através da provisão de bens e serviços indispensáveis para o funcionamento do país.”


Os resultados da análise revelaram que o ano de 2022 foi relativamente melhor para as empresas do SEE, quando comparado com os períodos anteriores. Em parte, a melhoria é explicada pela retoma da actividade económica pós-COVID-19 e o conjunto de reformas e reestruturações implementadas pelo Governo.


Segundo o documento do Ministério da Economia e Finanças, o potencial de crescimento existente nas empresas classificadas como estratégico-estruturantes é extremamente elevado.


“O cenário de recuperação do SEE encontra-se ancorado às perspectivas de crescimento da economia nacional. O cenário doméstico é favorável, embora o ambiente externo esteja conturbado, sobretudo pelos conflitos geopolíticos, encarecendo os insumos de produção (commodities) e aumento dos custos de bens e serviços.”


Aliás, o volume de negócio do SEE conheceu um crescimento estimado em 33,9 mil milhões de Meticais durante o período entre 2020 e 2022, o que representou um incremento no peso no volume de negócios de 12,6% do PIB em 2020 para 13,3% do PIB em 2022, segundo aponta a avaliação.


Porém, apesar do ritmo de recuperação dos indicadores económico-financeiros,  nomeadamente Liquidez, rentabilidade e solvabilidade/endividamento no perímetro de consolidação é satisfatório, o Executivo fala da necessidade de melhoria do ambiente regulatório no que respeita à eficiência na comunicação entre o regulador e o provedor de serviços.


“Perante os resultados das análises económico-financeiras do SEE, torna-se necessária a mudança de critérios de financiamento a favor destas empresas por parte do Estado. Sugere-se que as decisões de financiamento tomadas pelo Governo sejam accionadas quando avaliada a posição estratégica e estruturante de cada uma das empresas na economia e o seu potencial efeito multiplicador, bem como a análise de risco financeiro”, escreve.


Outro aspecto de realce é que as emissões de garantias para as empresas do SEE devem observar os critérios de eficiência técnica das propostas de financiamento, sustentabilidade, viabilidade dos projectos entre outros factores relevantes, de acordo com a abordagem do avaliado.


O instrumento enfatiza que o indicador de liquidez apresentou uma excelente performance, com destaque para a liquidez corrente tendo aumentado de 0,95 em 2020 para 1,32 em 2022.


“Durante o período em análise, não foram accionadas nem emitidas quaisquer garantias para as empresas do SEE, revelando que se mantêm observados os critérios de eficiência técnica nas propostas de financiamento, sustentabilidade e viabilidade dos projectos, entre outros factores”, escreve a finalizar.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

SOCIEDADE

 

Deslocados de Cabo Delgado procuram refúgio em Inhambane




No povoado de Malova, distrito de Massinga, encontrámos Eduardo Martins que foi uma das primeiras pessoas a chegar, Junho do ano passado, a Inhambane, vindo de Cabo Delgado, distrito de Moeda. Instalou-se em pequenas cabanas em Massinga, com a ajuda de pessoas daquela comunidade.

A zona, onde vivia, não foi atacada, mas fugiu por medo do pior, uma vez que, nos distritos vizinhos, já se ouviam relatos de ataques perpetrados por terroristas. “Eu ouvi do meu filho que estava noutro distrito, ele fugiu para minha casa por causa dos ataques e, também, decidi vir para Inhambane”, contou Eduardo.

Veio para Inhambane em busca de um abrigo seguro. Aliás, Eduardo Martins estivera antes na terra da boa gente, onde lutou na guerra dos 16 anos, mas, depois da guerra, decidiu voltar a Cabo Delgado, sua terra natal.

Conta que nunca perdeu contacto com os seus companheiros e, quando as coisas pioraram por lá, pediu ajuda aos antigos companheiros de trincheira e foi logo aceite. Ele e mais 12 pessoas foram instalar-se em Malova.

A ajuda de que ele precisava era um lugar seguro para morar. Embora tenha encontrado o que procurava, pondera voltar à terra que o viu nascer quando tudo acabar.

Ao contrário do senhor Eduardo, dona Filomena, que vem de Muedumbe, chegou ao distrito de Massinga em Novembro do ano passado, depois da entrada dos terroristas na sua aldeia. “Os terroristas chegaram à nossa aldeia e começaram a disparar por dois dias seguidos”, recordou, com lágrimas, tudo por que passou em Novembro, quando, por dois dias, os homens armados aterrorizavam a zona, saqueando bens e matando gente.

Foram dois dias de ataques, mas o pior ainda estava por vir. A fugir dos terroristas, dona Filomena e a família composta por oito pessoas ficaram 30 dias nas matas, sem nada para comer. Depois, conseguiram fugir, foram parar em Nampula, de lá, apanharam autocarro até Massinga em casa do seu irmão que é, também, um combatente da luta de libertação e que vive lá desde a década 90.

Por causa dos ataques, ela perdeu tudo que construira, mas diz que, se tudo acabar, vai voltar para Muedumbe. “Quando guerra acabar, eu quero voltar para casa, agora tudo que quero é um pedaço de terra para cultivar e produzir minha comida”, disse dona Filomena, lamentando a situação difícil em que se encontra, mas, ainda assim, tentando procurar soluções para alimentar a família.

Ao todo, estão, na província de Inhambane, mais de 60 pessoas que vêm de Cabo Delgado, sendo que 47 das quais estão em Massinga.

As autoridades garantem que as famílias recebem toda assistência necessária desde à sua chegada.

Segundo o Delegado do INGD em Inhambane, Cândido Mapute, as famílias recebem assistência alimentar mensal e quites de abrigo de emergência.

Para resolver a situação em definitivo, Mapute disse ao “O Pais” que está em curso o processo de identificação de espaços e demarcação para a construção de casas para as famílias que vêm de Cabo Delgado.

As 61 pessoas são de 11 famílias que estão nos distritos de Massinga, Inharrime e cidade de Inhambane e as crianças foram integradas nas diversas escolas dos três distritos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Sociedade

 


Agente de segurança forja própria morte para escapar da justiça em Inhambane 31/08/2020



Um agente de segurança brincou de ladrão e está agora a contas com a Polícia. No dia 03 de Agosto, ele fez-se a um complexo turístico à calada da noite para, segundo o próprio, furtar um televisor.

Mas o roubo não deu certo graças à intervenção do segurança da referida casa e foi aí que as coisas começaram a complicar-se, uma vez que ao se aperceber que havia um invasor, o segurança da casa agiu. Começou um confronto entre os dois e o invasor agrediu o outro segurança com recurso a uma catana. Os ferimentos não levaram à morte.

O agente de segurança considerado ladrão saiu de Vilankulo e fez-se passar por morto durante alguns dias. Tudo não passava de uma artimanha para escapar da justiça. Ele contou que teve a ideia de forjar a própria morte depois de ter recebido muitas chamadas de pessoas conhecidas em Vilankulo.

Para “morrer”, o agente teve de desembolsar 2.500 meticais a alguém que alega não conhecer, para lhe uma certidão de óbito.

E para completar a história, a esposa do indiciado entrou em cena apresentando a certidão de óbito à entidade patronal do marido e a Polícia. E foi através do mesmo documento que a corporação investigou a fundo e deteve o indiciado no distrito de Massinga, na última sexta-feira.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) não tem dúvidas do envolvimento de funcionários do notário no esquema de emissão de certidão de óbito falso.

Alceres Cuamba, do SERNIC, disse ao “O País” que os investigadores trabalham para chegar a todas as pessoas que estão por trás do referido esquema da falsa morte.

O indiciado será apresentando ao tribunal para responder por crimes de furto, agressão física e falsificação de documentos autênticos

segunda-feira, 15 de abril de 2019

SOCIEDADE/ INHAMBANE

Moradores da praia do tofo agastados com o FIPAG


Moradores da praia do tofo em Inhambane mostram-se agastados com o FIPAG, devido a água turva que jorra em suas torneiras e denunciam que, o mesmo líquido causa alergia principalmente em crianças, para além de outras doenças.
A população afirma que, o problema é de conhecimento do Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) mas, a entidade ainda não apresentou uma solução para o problema.
Praia do Tofo é um dos bairros que beneficiou da rede de abastecimento de água potável, através do FIPAG. O que seria uma fonte de felicidade e bem-estar desta comunidade, ao ter o precioso líquido canalizado para as suas residências, está a ser motivo de revolta, desespero e desconfiança, devido a água turva que jorra em suas torneiras.
A FIPAG  legitimou a preocupação dos moradores mas, apesar dos avanços, a solução do problema é algo que também suscita incerteza para os técnicos da área de manutenção.
Por outro lado reina o espírito de desconfiança sobre a qualidade do precioso líquido, cuja reacção pode se observar nos petizes que sofrem de alergia, supostamente causada pela água.
Enquanto o problema não é solucionado, a população considera-se entregue à própria sorte e, mesmo assim, as faturas vão falando mais alto, ou seja o preço continua a subir.

SOCIEDADE/ CICLONE IDAI

Lançada “Operação Páscoa 2019”


Durante o período da páscoa as fronteiras nacionais vão funcionar 24 horas por dia. A medida entrou em vigor hoje e vai até o dia 30 deste mês.
Espera-se que 120 mil pessoas, entre nacionais e estrangeiros, cruzem as fronteiras nacionais durante a Páscoa. Também estima-se que neste período mais de 25 mil carros entrem para o país.
A informação foi avançada esta segunda-feira, em Ressano Garcia, aquando do lançamento da operação Páscoa.
As fronteiras de Ressano Garcia e Ponta de Ouro são as que mais movimento vão registar durante os 15 dias. O comando conjunto está redobrar esforços para responder à demanda.
Durante a parada observou-se um minuto de silêncio em homenagem as vítimas do ciclone Idai.

SOCIEDADE

Alunos voltam à escola após passagem do ciclone Idai


Em Moçambique 90% das escolas nas zonas afetadas pelo ciclone Idai retomaram as aulas. Algumas famílias continuam a morar nos estabelecimentos escolares e o período de exames começa a partir de 22 de abril.



Alunos voltam à escola após passagem do ciclone Idai

O setor da educação em Moçambique garantiu que mais de 90 por cento das salas, que serviam de centros de acomodação, já estão a ter aulas. A preocupação agora é arranjar estratégias para cumprir o calendário escolar, um mês depois de passagem do ciclone Idai.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano garantiu a existência de stock de manuais escolares para os alunos do ensino básico afetados pelo Idai. O porta-voz do ministério, Manuel Simbine, disse que o desafio agora é criar condições para o cumprimento do calendário escolar.
"Medidas que se tomaram é priorizar as classes com exames como a décima, décima segunda, quinta e sétima classes para permitir que estes alunos, até ao final do ano, estejam em condições de fazer exame”, referiu.

Avaliações finais

Os professores e os alunos nas zonas afetadas pelo ciclone Idai terão de sacrificar os fins-de-semana para recuperar as aulas em atraso. A semana de 22 a 26 de abril destina-se a avaliações finais referentes ao primeiro trimestre.
"No lugar de interromper as aulas na semana de 22 para avaliação vamos continuar com as aulas nessas zonas afetadas para recuperamos uma semana. Isso vai nos permitir harmonizar o calendário em atraso.”
Nas escolas onde ainda estão acomodados os afetados pelo Idai, como no distrito de Buzi, em Sofala, disse Manuel Simbine, encontraram alternativas para fazer funcionar as aulas.

Famílias ainda moram nas escolas

"Temos ainda escolas que ainda albergam famílias vitimas do Idai, mas ainda assim as aulas estão a funcionar lá. Temos um horizonte de duas semanas e estamos a prever que a situação seja normalizada com apoio do setor da saúde e do INGC. Estamos trabalhar de forma coordenada.”
A preocupação das autoridades moçambicanas, depois da ocorrência do ciclone Idai, é a construção de infraestruturas mais resistentes a estes fenómenos.
O ministro das Obras Públicas e Recursos Hídricos, João Machatine, disse que a construção de todas as infraestruturas no centro de Moçambique vai levar cinco anos.
"Estamos a falar de infraestruturas económicas e sociais: estradas, pontes, linhas férreas, barragens, escolas, unidades sanitárias. E também há uma componente de reativar todo setor produtivo e a componente tecido humano que ficou afectado”, afirmou.
A passagem do ciclone Idai destruiu mais de três mil e trezentas salas de aula em toda a região centro de Moçambique por onde passou a intempérie.

SOCIEDADE

Ajuda às vitimas do Idai continuam a chegar na Beira



Os primeiros apoios foram entregues pelo movimento muçulmano de apoios às vítimas do ciclone Idai, um movimento que nasceu em Maputo e que engloba varias organizações.
Esta organização providenciou alimentos e produtos de uso doméstico para centenas de famílias.
Outros apoios foram disponibilizados pela igreja denominada Aleluia Ministros, com sede na África do Sul e representação nas cidades de Maputo e Matola.
“Moçambique e África do Sul países irmãos. Em Maputo entregamos ao INGC cerca de 50 toneladas de farinha e aqui trouxemos vários produtos alimentares. Estamos na Beira não só para mostrar a nossa solidariedade com apoios alimentares mas também com carinho e afecto. Pelo caminho notamos que várias áreas de Sofala foram afectadas e voltaremos em breve para dar outros tipos de apoios aos necessitados”, declarou o representante da igreja, Aleluia Ministros.
Enquanto isso a empresa Olam está a apoiar aos afectados na cidade da Beira com material de construção. Os beneficiários são as comunidades vizinhas.

SOCIEDADE





Helicóptero da Força Aérea cai em Mueda

Um helicóptero da Força Aérea de Moçambique, ostentando a inscrição FA 079, despenhou ontem na vila-sede de Mueda, província de Cabo Delgado, em circunstâncias que ainda “estão por apurar”.
A queda do helicóptero foi confirmado pelo comando conjunto das Forças de Defesa e Segurança (FDS), ao início da noite passada.
Segundo Cláudio Langa, porta-voz do comando, o incidente registou-se por volta das 15h00. Langa disse que o helicóptero regressava de mais uma “missão de serviço logístico das FDS”.
Como consequência, a polícia reporta danos consideráveis no helicóptero e apenas ferimentos ligeiros nos ocupantes. “O acidente resultou em danos avultados no aparelho e ferimentos ligeiros aos ocupantes, que estão todos fora do perigo”, revelou o porta-voz do comando, sem especificar o número dos ocupantes.
Para apurar as causas do acidente, uma equipa de peritos das FDS foi destacada ao local, contudo, “dados preliminares apontam para uma falha técnica”, avançou a fonte

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Sociedade

Dia do Jornalista Moçambicano: SNJ saúda jornalistas moçambicanos pelo seu Dia 

O Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) emitiu esta manhã uma mensagem de saudação a todos os jornalistas moçambicanos, por ocasião da passagem do 11 de Abril, Dia do jornalista. Neste 11 de Abril, Dia do Jornalista Moçambicano, o Sindicato Nacional de Jornalistas, saúda a todos os profissionais da comunicação social moçambicana pelo seu envolvimento ético e responsável na busca da verdade e levá-la aos seus concidadãos e ao mundo.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

SOCIEDADE


Inhambane: estima-se que cerca de 30 pessoas são infectadas pelo HIV por dia

 

 

Segundo as autoridades de saúde, o país regista diariamente cerca de trezentas e cinquenta novas infecções, das quais 30 é a contribuição da província de Inhambane.
Francisco Mbofana, Director Nacional do Conselho Nacional do Combate ao SIDA, diz que as estratégias para combater novas infeções já existem para este, “o grande desafio” é fazer chegar as ferramentas para as pessoas que mais precisam.
Em relação as novas infecções e mortes por HIV/SIDA, a nível do mundo, apesar de estar a diminuir continuam a ser maior preocupação das autoridades de saúde. Só no ano passado cerca de um milhão de pessoas morreram a nível mundial, contra os pouco mais de 3 milhões, dos anos anteriores.
As novas infecções atingiram a nível mundial, os cerca de um milhão e oitocentas mil pessoas onde o país contribuiu com cento e trinta mil óbitos, informação foi avançada pelo, Francisco Mbofana, em Inhambane durante o quarto fórum provincial de resposta ao HIV/SIDA.
A aposta do sector da saúde em Moçambique é que, até 2030 haja uma redução de novas infecções, para menos da metade. Na visão do governo Provincial de Inhambane, as infecções por esta pandemia retardam o desenvolvimento de qualquer nação, daí a importância do seu controle e combate

SOCIEDADE


Detido cidadão português na posse de drogas em Inhambane

 

 

Foi detido cidadão de 40 anos, na Cidade de Inhambane, com nacionalidade portuguesa, na posse de drogas e recibos de bilhetes de identidade falsificados. A polícia suspeita que este seja um dos principais fornecedores de drogas a nível da cidade
O indiciado foi flagrado na sua residência, na praia do Tofo, na posse de cannabis sativa, e pouco mais de mil e quatrocentas ampolas contendo drogas e outros estupefacientes.
Questionado sobre o seu envolvimento no crime, confessou ser um simples usuário das drogas.

SOCIEDADE

Ilha de Inhambane beneficia de energia solar

 


A Ilha de Inhambane que dista a cerca de dezasseis milhas da capital provincial, nunca conheceu a iluminação da corrente seja ela, eléctrica, solar e ou de quaisquer outras fontes. Com pouco mais de trezentos agregados familiares tem a pesca, como a actividade principal para a sua subsistência. Nos próximos três meses, a Ilha poderá conhecer uma nova realidade, com o lançamento este sábado pelo governo provincial, da primeira pedra para a instalação da primeira central eléctrica solar.
O projecto nasce de uma parceria entre o governo Municipal e o Fundo de Energia-FUNAE, cujo orçamento global é de cerca de quarenta milhões de meticais.
O Município de Inhambane assegurou que, para além das centrais eléctricas, muito brevemente será minimizado outro grande problema que afecta a Ilha, o de água potável e não só.
A população já perspectiva um futuro radiante, naquela que era considerada como sendo uma parcela esquecida da província.
Das quatro centrais eléctricas solares a serem instaladas, uma irá beneficiar a chamada, Ilha pequena cuja previsão do projecto é já próximo ano.

ECONOMIA

Inhambane terá fábrica de produção de pão com base na mandioca

 


A Província de Inhambane terá uma fábrica de produção de pão com base na mandioca a partir do próximo ano. O facto foi revelado ao O País, pela Direcção Provincial da Agricultura e Segurança Alimentar daquele ponto do país.
Será um investimento de sul-africanos e holandeses. Questões burocráticas para a materialização deste projecto já foram ultrapassadas, estando aberto o caminho para o arranque do projecto. Sem, no entanto, avançar números, Filomena Maiopue, disse que a panificadora em projecção está alinhada com o processamento de pão para a indústria de cerveja.
A directora provincial da Agricultura e Segurança Alimentar falava na Feira Internacional de Maputo, onde a província de Inhambane é uma das atracções.

 

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

SOCIEDADE


Raiva mata três pessoas em Inhambane

 


Três pessoas morreram em Inhambane, vítimas de mordedura canina. A província registou 490 casos nas diferentes unidades sanitárias, durante o primeiro semestre do presente ano.
A situação continua a preocupar as autoridades de saúde a nível nacional e provincial. Para reverter o cenário, a Direcção Provincial de Saúde realizou esta quinta-feira, encontro com a Direcção de Veterinária e dos Municípios, entidades responsáveis pela captura dos chamados cães vadios, para desenhar estratégias de combate e prevenção de futuros casos.
Inhambane possui técnicos capazes de responder as necessidades da actividade de vacinação. O Departamento de Pecuária na Direcção Provincial de Agricultura e Segurança Alimentar pretende reduzir o risco de contaminação pelo vírus da raiva através da vacinação de mais de 40 mil cães na província em 2018, uma meta que ainda esta longe de ser alcançada este ano, pois ate agora, apenas 18 porcento dos animais previstos já foram administrados a vacina.
As autoridades de saúde garantiram a existência de vacinas suficientes para responder a eventuais casos de mordedura e dos 14 distritos da província, Massinga é apontando como a que mais cães vadios tem.
No ano passado mais de 90 pessoas morreram vítimas de raiva a nível de todo o país. Ate ao primeiro semestre deste ano o Ministério da Saúde havia notificado mais de 12 mil mordeduras com cerca de 49 óbitos.
A raiva é uma doença provocada por um vírus cem por cento fatal, a partir do momento em que o individuo afectado começa a manifestar os sintomas. As Autoridades recomendam a lavagem prolongada da ferida com agua e sabão logo após a mordedura e o encaminhamento imediato da vítima a uma unidade sanitária, onde deverá tomar a vacina antirrábica em pelo menos cinco doses durante cerca de um mês.
O Ministério da Saúde anunciou recentemente a aquisição de mais de oito mil doses da vacina antirrábica que esta disponível nas principais e unidades sanitárias do pais.
A prevenção continua a principal recomendação das autoridades. Levam a cabo campanhas de vacinação gratuita dos animais em praticamente todo o país. O custo de uma vacina para os animais custa menos de 100 meticais, enquanto o tratamento a humanos expostos ao vírus da raiva aproxima os três mil meticais, suportados pelo estado nos hospitais públicos.

 

SOCIEDADE

Governo de Inhambane e parceiros entregam casas às vítimas do Dineo

 

Governo de Inhambane e parceiros fizeram a entrega de um total de 2010 casas feitas de material misto composto por estacas, cimento, pedra, chapas de zinco, nesta segunda-feira, no Município de Inhambane a igual número de vítimas do ciclone Dineo de 2017.
O projecto foi financiado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), em parceria com os Governos Municipal e Provincial, tendo custado perto de meio milhão de dólares.
A cerimônia de entrega decorreu no bairro Machavenga, arredores do município de Inhambane. O projecto resulta de um protocolo de parcerias rubricado em Janeiro do presente ano, entre o Governo provincial e a OIM, cujo valor total é de 450 mil dólares.
“Este é o resultado de um esforço conjunto entre vários órgãos da nossa província, entre elas, o Município de Inhambane, a Direcção das Obras Públicas Recursos Hídricos e Habitação, em fim, cada um na sua área, que em Janeiro deste ano rubificamos um acordo de cooperação com o Governo Americano através da OIM que hoje colhemos estes frutos” disse Daniel Chapo, Governador da Província de Inhambane
O governante referiu que tem realizado encontros semanais com este grupo de apoiantes, com vista a desenhar estratégias para fazer face aos efeitos do vendaval que fustigou sobremaneira a província.
Ana Furukawa, representante daquela organização disse que o projecto é transitório e visava aliviar pontualmente, o sofrimento das vítimas.
“Nós apoiamos o projecto de uma forma temporária para que as vítimas do ciclone do ano passado, aqui na província pudessem ter onde reclinar a cabeça” explicou.
Os beneficiários apesar de, não ainda existir a iluminação pela rede eléctrica nacional, não conseguiram esconder sua emoção.
“Nós submetemo-nos a morar na casa dos nossos vizinhos, familiares e conhecidos, após o incidente quando perdemos as nossas casas, mas tempo depois ofereceram nos tendas e aliviamos um pouco o sofrimento, mas agora estamos felizes, com esta oferta de casa” declarou emocionado Inácio Sebastião, em representação dos beneficiários.
As 210 casas estão construídas em três bairros do Município de Inhambane e tiveram a duração de seis meses.

SOCIEDADE

Inhambane lança semana comemorativa dos 62 anos de elevação à cidade

 


O município de Inhambane lança a semana comemorativa dos 62 anos de elevação à categoria de cidade, que se assinala no dia 12 de Agosto. Durante o lançamento da semana comemorativa o edil de Inhambane, Benedito Eduardo Guimino, destacou alguns desafios para os munícipes.
“Temos ainda um grande desafio que é continuar a levar água para as comunidades. Há cinco bairros que ainda não tem as ligações do FIPAG, enquanto isso não acontece, vamos construindo pequenos sistemas para minimizar as dificuldades das comunidades”, disse Guimino.
Apesar da tragédia do vendaval do ano passado, que fustigou sobremaneira a cidade de Inhambane e a provincial, em geral, Benedito Guimino destacou algumas realizações.
“O nosso objectivo é continuar a construir as infra-estruturas que sofreram com a tempestade e construir novas infra-estruturas”, acrescentou.
De entre entre várias actividade que irão nortear a semana consta da agenda, inaugurações das vias de acesso, centro de saúde, sistemas de abastecimento de água e competições de diversas modalidades entre desportivas e culturais.

 

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

CURIOSIDADES

Os empregos mais perigosos do mundo

1- Limpador de janelas em arranha-céus

 Você pode até pensar que esse não é um emprego de risco, que as pessoas estão seguras por vários cabos, mas não é assim em todo o mundo. Em alguns lugares eles estão pendurados por cabos a muitos metros de distância do chão, já imaginou nos arranha-céus de Dubai? O pior de tudo é que em muito lugares eles não utilizam nenhum equipamento de proteção. Nesse caso eu deixaria a janela suja, e você?

 

2- Eletricista de alta tensão

 


 A eletricidade é algo que não podemos brincar, aprendemos isso desde pequenos. Mas alguém tem que trabalhar nessa área, em alguns lugares muitos profissionais precisam usar o helicóptero para executar o serviço. Já imaginou? Qualquer erro é morte na certa.


3- Dublê

 

 Esse é o trabalho que muitas pessoas queriam ter, parece muito legal, mas não imaginamos o perigo. O dublê entra em cena apenas quando há risco para o ator, ele precisa fazer imagens de quedas, acidentes, incêndios e qualquer outra coisa que está escrita no roteiro.

4- Bombeiros

 

 Essa é uma profissão de grande risco, muitos bombeiros se tornam heróis depois de passar por algumas situações. Salvar vidas de pessoas que estão em perigo acaba colocando a vida do bombeiro em perigo também, são muitas as situações, deslizamentos, incêndios, desabamentos, enchentes. Contamos recentemente a história do bombeiro que trabalhou no acidente de Chernoby, ele colocou a vida em risco muitas vezes.

5- Mineiros

 

 A mineração é um trabalho bem perigoso, existe muito risco de desabamento e explosão. O profissional trabalha debaixo da terra e muitas vezes ficam muitos metros abaixo, eles estão expostos a problemas pulmonares também pelo contato com fragmentos de minério. Quem não lembra do incidente com os mineradores no Chile em 2010? 33 homens ficaram soterrados em uma mina a 688 metros de profundidade.


6-Alvo Humano

 

 Esse é um trabalho muitas vezes feito por mulheres, elas são assistentes de palco e colocam sua vida em risco muitas vezes. As mulheres ficam em frente de alvo enquanto outro profissional ou artista lança facas ou outro material cortante e perigoso em sua direção. Você trabalharia com isso?
 
 


 
 

 

 

ECONOMIA INHAMBANE



Indústria do caju vai render mais dinheiro para o Estado em 2018

 

O Instituto de Fomento do Caju (INCAJU) prevê para este ano, uma arrecadação de receitas superior aos cerca de 109 milhões de dólares norte-americanos encaixados em 2017. A receita estará próxima dos USD 120 milhões.
Este desejo é sustentado pela melhoria de preços no mercado desta cultura de rendimento ao longo da presente campanha, relativamente a safra anterior, indica o INCAJU.
No mercado doméstico, por exemplo, o preço médio ronda os 63,87 meticais por quilograma, contra 54,71 meticais/ kg registado em 2017.
Até ao momento o sector já comercializou pouco mais de 124,6 mil toneladas de castanha de caju, estando a 16% da meta anual. Quase todas províncias produtoras já concluíram o processo de vendas da sua produção, excepto Gaza, Inhambane e Manica.
O plano é comercializar cerca de 150 mil toneladas de castanha de caju neste 2018, mais 11 mil toneladas que as vendas alcançadas no ano anterior, desempenho que irá reflectir-se positivamente nas receitas, indica o INCAJU.
Do volume já vendido, desde a segunda quinzena de Outubro do ano passado (período do arran-que da campanha de comercialização do caju), a província nortenha de Nampula absorveu mais da metade, ou seja, teve um peso de 51,1% do total das vendas desta cultura de rendimento ao longo da presente safra.
Cabo Delgado, também no Norte do país, é a segunda região que mais vendeu a castanha do caju no período em referência, com uma contribuição na ordem de 24%, seguida da Zambézia com 13,68%. 
Tal como em 2017, a castanha produzida este ano é considerada de “boa qualidade” pelos produ-tores, contudo, as empresas produtoras desta cultura insistem que o Governo moçambicano deve dar mais assistência a esta indústria estratégica para economia, por forma a voltar aos tempos dourados da década 70.
Naquele período, a indústria nacional chegou a atingir uma média anual de 216 mil toneladas, colocando o país no topo mundial da produção do caju. Actualmente Moçambique ocupa o oitavo lugar.
A Costa do Marfim lidera o ranking mundial desde 2016, seguida da Índia (anterior líder) e Vietname. Situada na África Ocidental, a indústria de caju costa-marfinensa tem uma produção média de cerca de 725 mil toneladas, representando uma quota de 25% do mercado global.
Os asiáticos Índia e Vietname, detêm uma quota de mercado na ordem de 22% e 11%, respecti-vamente.
Plano ambicioso
É neste contexto, que o Executivo esboçou um Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Sector Agrícola (PEDSA 2011-2020) e em especial com a prioridade dada à garantia de um rendimento competitivo e sustentável para os produtores de maneira a atingir uma equidade social e do género.
No período, o Governo pretende alcançar a meta das 180 mil toneladas. Para o efeito, deverá prestar assistência técnica aos principais intervenientes do sector.
Em paralelo, está em curso o projecto de reativação desta indústria. Só nos próximos três anos, deverá ser investido um valor mínimo de cerca de dois milhões de euros pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD, sigla em inglês) para apoiar os pequenos produtores de castanha.
O valor destina-se ao desenvolvimento da competitividade e durabilidade económica, ambiental, social e estrutural dos produtores de caju num quadro institucional que favorece a transparência da informação no mercado para facilitar a inserção no comércio internacional.
Este projecto, irá contribuir igualmente para reforçar as capacidades institucionais do INCAJU a nível central, através de actividades como o desenvolvimento de sistemas de informação e de acompanhamento do sector, o apoio à concertação com os exportadores e associações de produtores.
A outra componente deste projecto inclui uma iniciativa-piloto na periferia da Reserva Nacional de Gilé, nos distritos de Gilé e Pebane, na província da Zambézia, cujo objectivo é melhorar a produção com técnicas ambientalmente favoráveis, bem como a estruturação dos produtores e a comercialização.
De referir, que o presente projecto é uma continuidade da iniciativa de reativação da indústria do caju que foi implementado entre 2000 a 2007, que também contava com o apoio daquela agência francesa no valor de 4,9 milhões de euros. O projecto teve um financiamento de dois milhões de euros

 

CULTURA


 


Tributo à Zaida e Carlos Chongo



Tânia e Nelson Chongo, filhos de Zaida e Carlos Chongo, têm a uma missão que pode parecer (im) possível: organizar um tributo aos seus pais. É de bom senso dizer que parte da música popular produzida, hoje em dia, a nível nacional, tem grandes marcas de Zaida e Carlos. Aliás, alguns músicos experimentaram os palcos através desses dois músicos. Tânia e Nelson Chongo continuam a carreira dos pais cantando e dançando, mas dessa vez querem homenagear-lhes por tudo que fizeram por eles, como pais, e pela cultura nacional, como músicos.
O que pretendem com a homenagem que estão a idealizar?
O nosso objectivo é celebrar a vida e obra desse grande casal e reconhecer os seus feitos como filhos e fãs. Gostaríamos de criar um espaço em que convidássemos vários artistas, personalidades e público em geral para revivermos esse casal. Passam-se 14 da morte de Zaida e 13 anos de Carlos e queremos que o povo não se esqueça desse casal glorioso, que fez muitas histórias dentro e fora do país. Enfim, pretendemos eternizar a sua obra colectiva.
É um tributo ainda em idealização. Já possuem patrocinadores?
Estamos, neste momento, à espera de respostas das instituições aonde metemos cartas de pedido de apoio.
Eu e meu irmão temos esperança de que teremos respostas positivas e de certeza que pessoas de boa-fé ajudarão. Até então, ainda estamos à espera de patrocinadores. Queremos realizar o tributo entre Agosto e Setembro e até lá temos muita esperança que consigamos angariar patrocinadores.
Acha que o país reconhece, actualmente, a obra de Zaida e Carlos?
Sim e o reconhecimento é visível. O povo reconhece a boa deles, sim. Eles foram feitos grandes figuras pelo povo e o mesmo povo tem o dever de reconhecer a sua obra. Em muitas festas e eventos sociais tem se tocado as suas músicas, até em discotecas já se toca a música do casal.
Há coisas inéditas que o casal deixou?
Há muita coisa que o casal passou e que o povo ainda não sabe. Nós como filhos estamos a desenhar um projecto para eternizar a vida desse casal através de um livro biográfico livro que relate o percurso do casal, do início até ao auge. Fazer saber ao público sobre a caminhada desse casal. Eles não tiveram só momentos de glória, por algum momento pensaram em desistir da carreira musical, porque não era fácil. O intuito é passar a história aos mais novos para nunca desistirem perante dificuldades.
O que representa para si, como filha, o legado desse casal?
Eles representam tudo para mim. Se hoje estou formada é graças a eles. Não me lembro dos meus pais com lágrimas, mas sim com sorrisos, porque eles deixaram essa alegria que tinham. Devo dizer que eles constituem a minha fonte de inspiração e eu considero-me a fã número um deles. Foram pais que sempre transmitiram a todos de casa uma energia positiva.
Os antigos colegas de Zaida e Carlos têm-vos acarinhado? E as instituições públicas?
Os artistas acarinham-nos muito; chamam-nos de sobrinhos a mim e a meu irmão. Temos boas relações com vários artistas e muito deles reconhecem o que o meu pai fez por eles. O Governo reconheceu, mas não posso dizer que é um reconhecimento grande. Atribuiu uma avenida o nome da minha mãe, Zaida Chongo, mas isso não é suficiente, é preciso que o Governo olhe a todos os artistas com atenção não só a Zaida e Carlos, mas a todos os artistas que fizeram algo pelo país.

 


Economia

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